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LiDAR ou fotogrametria com drone: quando cada tecnologia entrega o terreno real

Foto do escritor: Dellann Luiz Lima Silva
Dellann Luiz Lima Silva
há 6 horas
2 min de leitura

Drones são hoje uma ferramenta consolidada na topografia, mas as duas tecnologias mais usadas em levantamentos aéreos, a fotogrametria e o LiDAR, têm princípios e aplicações diferentes. Escolher bem evita pagar por tecnologia desnecessária ou, o que é pior, receber um modelo que não representa o terreno.

Como cada tecnologia funciona

A fotogrametria reconstrói a superfície a partir de imagens sobrepostas. O resultado é um modelo tridimensional e um ortomosaico de alta resolução visual. O LiDAR emite pulsos de laser e mede o tempo de retorno, gerando uma nuvem de pontos que pode registrar múltiplos retornos, inclusive o que atravessa frestas da vegetação.

Quando a fotogrametria é suficiente

  • áreas abertas, com pouca ou nenhuma vegetação;

  • levantamentos em que o ortomosaico é um entregável importante, como acompanhamento de obra e inspeção visual;

  • cálculo de volumes de pilhas expostas;

  • projetos em que o custo é determinante e o terreno é favorável.

Quando o LiDAR faz diferença

  • terrenos com vegetação, nos quais o modelo do terreno precisa ser extraído sob a copa;

  • levantamentos lineares em faixas de difícil acesso, como vias e redes;

  • superfícies com pouca textura, que dificultam a reconstrução fotogramétrica;

  • projetos que exigem o terreno natural para drenagem e terraplenagem em áreas cobertas.

Limitações a considerar

Nenhuma das duas tecnologias dispensa o controle de campo. Em ambos os casos, a qualidade do resultado depende de pontos de controle ou de pós-processamento adequado, da calibração do equipamento e da conferência com pontos medidos de forma independente. Em fotogrametria, a vegetação densa pode fazer o modelo representar a copa e não o solo. No LiDAR, a densidade de pontos e o número de retornos que atingem o solo determinam a qualidade do modelo de terreno.

Critérios para decidir

  • finalidade do levantamento e precisão exigida;

  • cobertura vegetal da área;

  • tamanho e acessibilidade da área;

  • necessidade de ortomosaico e de imagens para análise visual;

  • prazo e orçamento disponíveis.

Entregáveis típicos

Entre os produtos mais comuns estão a nuvem de pontos, o modelo digital de terreno, o modelo digital de superfície, o ortomosaico, as curvas de nível e os relatórios de volume. Ao contratar, vale definir quais são necessários e em quais formatos.

Para entender como o drone se integra a outros métodos, leia Drone, GNSS RTK ou estação total. Se precisa avaliar a melhor tecnologia para o seu projeto, fale com a DNA Engenharia.

 
 
 

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