Cubagem de pilhas de minério com drone: método, precisão e auditoria
A cubagem de pilhas de minério e de estéril é uma das aplicações mais frequentes da topografia em mineração. O resultado alimenta controles de estoque, relatórios de produção e conciliações financeiras. Os levantamentos com drone ampliaram a frequência e a segurança dessa atividade, mas a qualidade do número depende do método.
Como funciona o cálculo de volume
O volume de uma pilha é obtido pela diferença entre duas superfícies: a superfície do topo, levantada no momento da medição, e a superfície de base, que representa o terreno sobre o qual a pilha foi formada. Na prática, o processo segue estas etapas:
planejamento do voo e implantação de pontos de controle no terreno;
aquisição de imagens (fotogrametria) ou de nuvem de pontos (LiDAR);
processamento para gerar o modelo digital de superfície;
definição do polígono da pilha e da superfície de base;
cálculo do volume e geração do relatório.
Para converter volume em massa, é preciso aplicar a densidade do material, que deve ser determinada e validada pela mineração.
Principais fontes de erro
base da pilha mal definida, seja por falta de levantamento do terreno original, seja por acúmulo de material nas bordas;
pontos de controle insuficientes ou mal distribuídos;
vegetação ou sombras que prejudicam a reconstrução do modelo;
variações de densidade e de umidade ao longo da pilha;
diferenças de sistema de coordenadas entre levantamentos de datas distintas.
Como validar a precisão
A validação deve ser feita com pontos medidos de forma independente, por exemplo por GNSS RTK ou estação total, comparados ao modelo gerado pelo drone. Em campanhas recorrentes, vale também comparar o volume obtido por drone com um método convencional em uma pilha de referência, de tempos em tempos.
Rastreabilidade e auditoria
Um resultado que será usado em conciliação precisa poder ser reproduzido. Por isso, o relatório deve conter:
data e hora do levantamento e condições de campo;
equipamento, método e sistema de coordenadas;
localização e coordenadas dos pontos de controle e de verificação;
definição da superfície de base e dos limites da pilha;
volume calculado, densidade adotada e massa resultante;
responsável técnico pelo levantamento.
Quando manter métodos convencionais
Em pilhas pequenas, de acesso fácil e de contorno bem definido, a estação total ou o GNSS podem ser suficientes. O drone se destaca em áreas extensas, de acesso difícil ou perigoso e quando a frequência de medição é alta. A decisão deve considerar precisão requerida, custo e segurança.
Para saber como combinamos diferentes tecnologias, veja o artigo Drone, GNSS RTK ou estação total. Para discutir um plano de levantamentos periódicos na sua operação, fale com a DNA Engenharia.





Comentários